Só a opinião pública e a imprensa podem conter os impulsos nocivos de governantes e grupos econômicos poderosos. É preciso apurar, fiscalizar o poder e denunciar os abusos exaustivamente.
Fabio Cezar
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Entrevista a Video Games RCD
Entrevista exclusiva dada a VIDEO GAMES RCD ( videogamesrcd.blogspot.com ), blog voltado aos games e consoles de todas as gerações, onde falo sobre minha paixão pelos retrogames.
Confira:
http://videogamesrcd.blogspot.com/2011/06/entrevista-com-fabio-cezar.html
Confira:
http://videogamesrcd.blogspot.com/2011/06/entrevista-com-fabio-cezar.html
terça-feira, 29 de março de 2011
Prosa, música e poesia em Marechal Hermes
A Equipe Ponto de Cultura Arte e Memória do Subúrbio convida para um encontro de prosa, música e poesia em Marechal Hermes, no sábado 9 de abril, às 17h. O evento presta homenagem às mulheres e aos artistas suburbanos de modo geral. Quem se animar terá espaço para declamar, contar história ou levar um som.
O encontro cultural será no Bar do Moraes - Rua General Cláudio s/n.
(fonte: http://revistainhauma.blogspot.com)
O encontro cultural será no Bar do Moraes - Rua General Cláudio s/n.
(fonte: http://revistainhauma.blogspot.com)
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domingo, 20 de março de 2011
Allan Holdsworth

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Rock Progressivo
Arranjos inspirados no jazz fusion, influências da música clássica, experimentalismo, com harmonias complexas, álbuns conceituais, composições com longa duração e alto grau de dificuldade técnica. Estes são os elementos principais que caracterizam o Rock Progressivo, movimento musical de origem européia predominante nas décadas de 60 a 70. A fase mais produtiva do gênero foi certamente dos anos 1969 a 1974. Psicodelia e muita improvisação não faltavam. A exploração dos novos recursos tecnológicos também foi importante para o experimentalismo do Rock Progressivo. Pouco a pouco, os novos e poderosos teclados eletrônicos, efeitos e sintetizadores foram incorporados aos instrumentos acústicos, como violões, violinos, flautas, pianos e cravos, proporcionando uma mistura timbrística inédita até então. É possível encontrar uma vasta discoteca de Rock Progressivo com bandas de origens diversas. Mas, particularmente, acho que a Inglaterra, a Itália e a Alemanha trouxeram ao mundo trabalhos espetaculares que permanecem vivos pela consistência e qualidade.
Como herança do Rock Progressivo, temos hoje sub-gêneros derivados, como o rock sinfônico e o metal progressivo, representados por bandas como Rhapsody, Symphony X e Dream Theater.
Abaixo uma lista de discos altamente recomendados. Informamos que não apoiamos a Pirataria e que recomendamos que os álbuns permaneçam armazenados até no máximo 24 horas. A maioria deles poderão ser comprados em lojas ou sites especializados na Internet.
Rick Wakeman - The Six Wives Of Henry VIII (1973)

Download:
Rick Wakeman - Journey to the Center of the Earth (1974)

Download:
Palepoli - Osanna (1973) - Rock Progressivo Italiano

Download:
Pink Floyd - 1973 - The Dark Side Of The Moon

Download:
Los Canarios - Ciclos (1974) - Rock Progressivo Espanhol
(Único disco lançado. Uma verdadeira obra prima!)

Download:
ou
Outras bandas:
Mezquita - Belíssima fusão da música flamenca com o progressivo. Lançou um único disco "Recuerdos de mi Tierra" (1979), uma das coisas mais belas já produzidas no âmbito do progressivo espanhol.
Quella Vecchia Locanda - Sensacional banda italiana, formada em Roma no início dos anos 70. Lançou dois álbuns: Quella Vecchia Locanda, homônimo (1972), com uma original fusão de influências clássicas e o uso de flauta e violino elétrico em destaque; O segundo álbum Il Tempo Della Goia (1974) que marcaria o fim da banda.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Os Desmandamentos
por Geraldo Carneiro e Salgado Maranhão
Prosa & Verso - 1.8.2009
Jornal O Globo
(Este manifesto se rebela contra a banalização indiscriminada da poesia e a palavra aviltada pelos demagogos, e é dedicado aos que julgam que ela não é passatempo de diletantes, mas artigo de primeira necessidade.)
1- Mais uma vez virou moda dizer que a poesia agoniza, ou que a poesia morreu. E de fato ela sempre esteve morta para os não-poetas. E morreu também com Homero, com Dante, com Camões, com Baudelaire, com Drummond e com tantos outros, porque cada poeta é uma via, um beco sem saída. E a poesia é sempre plural: é o lugar dos paradoxos (viva Shakespeare!), do não-senso (viva Lewis Carroll!), mas também é o lugar da verdade. Quanto mais verdadeiro, mais poético, como dizia Novalis. Mesmo quando um poeta faz as suas conficções, acaba em verdades metafóricas. E, nestes desmandamentos, afirmamos que a poesia, quanto mais remorre, mais renasce.
2- É a linguagem que produz a realidade e a poesia. A poesia não tem camisa-de-força conceitual. Aos funcionários públicos da vanguarda, que se acham herdeiros do legado, ela finge que se dá, mas é só o discurso vazio do chefe da repartição.
3- A poesia é um problema sem solução. Felizmente. Ninguém tem a fórmula mágica, ninguém tem respostas para todos. Cada leitor que invente o seu mundo, e o desinvente a seu bel-prazer. Semelhante à culinária, cada qual que ache o seu tempero. Se for significativo, o erro vira estilo. Ou vice-versa.
4- A poesia pode tudo, só não pode ficar prosa ou senhora da razão. O novo não é reserva de mercado, nem nasce a priori. Há que se romper limites, correr riscos, ter lucidez na loucura. Mesmo que seja pelo avesso. (E, cá entre nós, não adianta ficar o tempo todo buscando o absoluto, porque isso já ficou obsoleto. Ao fim de tantos levantes, sejamos, também, irrelevantes.)
5- A poesia não é para quem a escolhe, mas para quem recebe o choque elétrico da linguagem. Não é poder ou privilégio, é um defeito que ilumina. Não vale transporte, não vale refeição, não vale copiar truques ou seguir tutores. Nem apelar, como os demagogos, para o amanhã. Mesmo porque já não há mais Canaã no Deserto dos Sinais.
6- Poema não é cadáver. É um artefato musical que sempre canta, mesmo quando tem horror à música. Quem busca entender o poema apenas cientificamente, dissecando sua morfologia como quem faz uma autópsia, perde a viagem. Conhecê-lo é entrar em seus labirintos, sem separar o corpo de sua subjetividade.
7- Não queremos a poesia prisioneira de uma única arte poética. Seremos clássicos e barrocos; pós-modernos e experimentais. Qualquer tema é e não é poético. Desde os pit-boys de Homero até a aspirina de João Cabral. Com talento, mesmo as formas antigas podem ser recicladas. Sem talento, nem com despacho na encruzilhada.
8- As influências, em geral, são bem-vindas, a não ser quando alijam a voz própria. Há poemas com tantas citações que, se extrairmos o que é dos outros, não sobra bulhufas.
9- Os conchavos e panelinhas fazem parte da natureza humana. Cada grupo tem o direito de inventar os seus heróis, para admirar a própria imagem no seu espelho narcísico. Mas o vôo do poeta é só dele e, sobretudo, da linguagem. A linguagem é o orixá, o poeta é o cavalo do santo. Ninguém é mais do que o que pode ser.
10- O problema da poesia não é só fazer bem feito, mas fazer distinto (no duplo sentido, que implica tanto em diferença, como em elegância). Ela é um exercício vital para manter o vigor da palavra. A poesia não é só questão de verdade, mas de vertigem. Por essas e por outras, é que somos poetas da vertigem: vertigem-linguagem, vertigem-vida.
Último desmandamento:
Pode jogar no lixo todos os desmandamentos anteriores, a não ser que haja sinceridade na poesia. Quem quiser adorar bezerro de ouro, que adore; quem quiser viver de pose, que mantenha sua prose. Mas que haja espaço e fé na poesia. E que ela continue a fabricar futuros, e, como fênix, se destrua e se reconstrua por toda a eternidade e mais um dia.
Geraldo Carneiro e Salgado Maranhão
Prosa & Verso - 1.8.2009
Jornal O Globo
(Este manifesto se rebela contra a banalização indiscriminada da poesia e a palavra aviltada pelos demagogos, e é dedicado aos que julgam que ela não é passatempo de diletantes, mas artigo de primeira necessidade.)
1- Mais uma vez virou moda dizer que a poesia agoniza, ou que a poesia morreu. E de fato ela sempre esteve morta para os não-poetas. E morreu também com Homero, com Dante, com Camões, com Baudelaire, com Drummond e com tantos outros, porque cada poeta é uma via, um beco sem saída. E a poesia é sempre plural: é o lugar dos paradoxos (viva Shakespeare!), do não-senso (viva Lewis Carroll!), mas também é o lugar da verdade. Quanto mais verdadeiro, mais poético, como dizia Novalis. Mesmo quando um poeta faz as suas conficções, acaba em verdades metafóricas. E, nestes desmandamentos, afirmamos que a poesia, quanto mais remorre, mais renasce.
2- É a linguagem que produz a realidade e a poesia. A poesia não tem camisa-de-força conceitual. Aos funcionários públicos da vanguarda, que se acham herdeiros do legado, ela finge que se dá, mas é só o discurso vazio do chefe da repartição.
3- A poesia é um problema sem solução. Felizmente. Ninguém tem a fórmula mágica, ninguém tem respostas para todos. Cada leitor que invente o seu mundo, e o desinvente a seu bel-prazer. Semelhante à culinária, cada qual que ache o seu tempero. Se for significativo, o erro vira estilo. Ou vice-versa.
4- A poesia pode tudo, só não pode ficar prosa ou senhora da razão. O novo não é reserva de mercado, nem nasce a priori. Há que se romper limites, correr riscos, ter lucidez na loucura. Mesmo que seja pelo avesso. (E, cá entre nós, não adianta ficar o tempo todo buscando o absoluto, porque isso já ficou obsoleto. Ao fim de tantos levantes, sejamos, também, irrelevantes.)
5- A poesia não é para quem a escolhe, mas para quem recebe o choque elétrico da linguagem. Não é poder ou privilégio, é um defeito que ilumina. Não vale transporte, não vale refeição, não vale copiar truques ou seguir tutores. Nem apelar, como os demagogos, para o amanhã. Mesmo porque já não há mais Canaã no Deserto dos Sinais.
6- Poema não é cadáver. É um artefato musical que sempre canta, mesmo quando tem horror à música. Quem busca entender o poema apenas cientificamente, dissecando sua morfologia como quem faz uma autópsia, perde a viagem. Conhecê-lo é entrar em seus labirintos, sem separar o corpo de sua subjetividade.
7- Não queremos a poesia prisioneira de uma única arte poética. Seremos clássicos e barrocos; pós-modernos e experimentais. Qualquer tema é e não é poético. Desde os pit-boys de Homero até a aspirina de João Cabral. Com talento, mesmo as formas antigas podem ser recicladas. Sem talento, nem com despacho na encruzilhada.
8- As influências, em geral, são bem-vindas, a não ser quando alijam a voz própria. Há poemas com tantas citações que, se extrairmos o que é dos outros, não sobra bulhufas.
9- Os conchavos e panelinhas fazem parte da natureza humana. Cada grupo tem o direito de inventar os seus heróis, para admirar a própria imagem no seu espelho narcísico. Mas o vôo do poeta é só dele e, sobretudo, da linguagem. A linguagem é o orixá, o poeta é o cavalo do santo. Ninguém é mais do que o que pode ser.
10- O problema da poesia não é só fazer bem feito, mas fazer distinto (no duplo sentido, que implica tanto em diferença, como em elegância). Ela é um exercício vital para manter o vigor da palavra. A poesia não é só questão de verdade, mas de vertigem. Por essas e por outras, é que somos poetas da vertigem: vertigem-linguagem, vertigem-vida.
Último desmandamento:
Pode jogar no lixo todos os desmandamentos anteriores, a não ser que haja sinceridade na poesia. Quem quiser adorar bezerro de ouro, que adore; quem quiser viver de pose, que mantenha sua prose. Mas que haja espaço e fé na poesia. E que ela continue a fabricar futuros, e, como fênix, se destrua e se reconstrua por toda a eternidade e mais um dia.
Geraldo Carneiro e Salgado Maranhão
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Ferreira Gullar lança Em alguma parte alguma

11 anos depois de Muitas Vozes, Ferreira Gullar lança Em alguma parte alguma (Ed. José Olympio). Vale lembrar que este ano Gullar foi prestigiado com o prêmio Camões, a mais alta distinção concedida a escritores de língua portuguesa. Em setembro o poeta comemora 80 anos de vida!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
O melhor poeta

quarta-feira, 25 de agosto de 2010
HELL DE JANEIRO
minha boca amargou
o pão de açúcar
que o diabo amassou
Fábio Cezar
o pão de açúcar
que o diabo amassou
Fábio Cezar
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sábado, 14 de agosto de 2010
Precarização do ensino
A inclusão de disciplinas como Direito Constitucional no currículo escolar do Nível Médio promoveria um grande avanço na Educação brasileira. Se com 16 anos o jovem pode votar, por que não conhecer a Lei Maior? O Governo parece estar mais interessado em formar mão de obra abundante e mais qualificada, do que cidadãos críticos e politizados.
Fábio Cezar
Fábio Cezar
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
Nós, os brasileiros

Aproveitando o que o amigo Marcos César diz em seu blog [http://obrasilista.blogspot.com] a cerca da palavra "brasileiro", proponho uma reflexão.
Quem nasce na França é francês, na Inglaterra, inglês e em Portugal, português, não há dúvidas sobre isso. Nascido na América é americano, na Itália, italiano, em Mongólia, Mongol e, no Zimbábue, quem diria, é zimbabuano! O brasileiro pode até ser um povo caloroso, de grandes esportistas e artistas. Mas, além de ter servido por séculos como colônia de exploração e exílio de degredados, nesta questão dos adjetivos pátrios, o Brasil acabou virando mesmo foi um grande motivo de piada. E de mal gosto.
Se em nossa tradição oral insistimos em contar anedotas sobre a figura do português, é porque desconhecemos que nosso antigo colonizador já antecipou-se e presenteou-nos com um título jocoso que carregamos orgulhosos, sem nos darmos conta da gafe cometida: ser chamados brasileiros. Isso porque, como bandoleiro, maconheiro, macumbeiro, funkeiro, roqueiro, bicheiro, lixeiro, coveiro e pedreiro são adjetivos originalmente com valor depreciativo, a palavra brasileiro traz uma conotação igualmente pejorativa. Não que as profissões de lixeiro, coveiro ou pedreiro sejam menos dignas, mas naturalmente não são aquelas que representam status social.
Brasileiro também era adjetivo que indicava uma atividade profissional, ou seja, o extrator de pau brasil. Como, via de regra, essa mão de obra era fornecida pelos escravos, índios ou africanos, ou por criminosos degredados para o nosso país por Portugal, a palavra brasileiro passou a ter também um significado depreciativo.
Analisando, pode-se constatar que são raríssimos os gentílicos que carregam o sufixo "eiro" na língua portuguesa. Além de brasileiro, temos "mineiro", outro que também virou injustamente motivo de piada na cultura brasileira (ou, melhor, brasilista, ou brasiliana, como preferir).
Enfim, seja em tempo de eleições ou não, somos todos filhos desta mesma pátria amada, de tantas políticas e politicagens, políticos e politiqueiros, como nós, uns bons brasileiros!
Fábio Cezar
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O DIA AMANHECE
áudio poema
o dia amanhece
e uma alegre tristeza
já me anoitece
Fábio Cezar,
In: de lírios & lirismo, Virtual Books, 2010.
o dia amanhece
e uma alegre tristeza
já me anoitece
Fábio Cezar,
In: de lírios & lirismo, Virtual Books, 2010.
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Um país se FARIA com homens, mulheres e livros
No exterior livros fazem escritores ganhar mais que estrelas de cinema. O mercado editorial vende bilhões por ano e é cada vez mais eletrônico. Aqui, metade dos leitores não lê um livro inteiro e a maioria é formada por estudantes que só leem para a escola.
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À SOMBRA DA SAIA DA MAMÃE

Com pessoas tendo filhos cada vez mais tarde e demorando mais tempo para sair da casa dos pais, a vida adulta propriamente dita demora cada vez mais para começar. Talvez, por isso, hoje haja tantos marmanjos no convívio das empresas, das universidades e instituições que parecem ter esquecido de crescer e vivem ainda como adolescentes imaturos em suas relações sociais.
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
O BAIRRO DE MARECHAL HERMES
nem mar
maré
marulho
ou maresia
em marechal os dias são quentes
ondas de crimes
banhos de sangue
tsunamis nas enchentes
em tardes de enxurradas
vias viram rios
carros, navios
ratos rondam ruas
e o caos passeia nas calçadas
impunemente
à noite a chapa é quente
cachoeiras de chopp enxaguam gargantas
e aguam a boca dessa gente
churros
churrascos
cachorros-quentes
Fábio Cezar
Rio de Janeiro, 2010.
maré
marulho
ou maresia
em marechal os dias são quentes
ondas de crimes
banhos de sangue
tsunamis nas enchentes
em tardes de enxurradas
vias viram rios
carros, navios
ratos rondam ruas
e o caos passeia nas calçadas
impunemente
à noite a chapa é quente
cachoeiras de chopp enxaguam gargantas
e aguam a boca dessa gente
churros
churrascos
cachorros-quentes
Fábio Cezar
Rio de Janeiro, 2010.
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poemas
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Amigos, estarei disponibilizando nos próximos dias o link para o ebook, em formato pdf, do meu livro solo de estréia "de lírios & lirismo" (Virtual Books, 2010). O download poderá ser feito GRATUITAMENTE aqui no blog. Quem desejar adquirir um exemplar da edição "em papel", entre em contato, pois tenho alguns disponíveis. Lembrando que a obra é registrada e está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Portanto, você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Não esta autorizado o seu uso comercial. Obrigado!
fabiocezar.blogspot.com
fabiocezar.blogspot.com
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terça-feira, 15 de junho de 2010
#COPA DO MUNDO
#COPADOMUNDO: Ufanismo no futebol; xenofobia e publicidade institucional de massa! Herança dos Anos de Chumbo!
https://twitter.com/fabio_cezar/status/16267273579
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domingo, 13 de junho de 2010
#minicontos
por Fábio Cezar
ESPIRITISMO
Evocou a falecida a indagar-lhe sobre a morte. No que lhe respondeu: cuida da tua vida!
*
PONTUALIDADE
Saiu atrasado. Morreu adiantado.
*
Uma vida pela frente. De repente, tuda fica para trás.
*
JESUS! Jesus! - Clamou pela sua salvação. Ao longe, viu a luz no fim do túnel. Morreu sobre os trilhos da estação.
(Fábio Cezar, 2010)
ESPIRITISMO
Evocou a falecida a indagar-lhe sobre a morte. No que lhe respondeu: cuida da tua vida!
*
PONTUALIDADE
Saiu atrasado. Morreu adiantado.
*
Uma vida pela frente. De repente, tuda fica para trás.
*
JESUS! Jesus! - Clamou pela sua salvação. Ao longe, viu a luz no fim do túnel. Morreu sobre os trilhos da estação.
(Fábio Cezar, 2010)
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mini contos
terça-feira, 1 de junho de 2010
Sarau Poético Musical
12 junho a partir das 18h
Taberna Di Ridami
Av. Gal Osvaldo Cordeiro de Farias, 89
Marechal Hermes - Rio de Janeiro
entrada franca
Taberna Di Ridami: Tel.: 021 – 3830 18 90
Marcos Veiga: Tel. 021 - 8827 8409
Luiz Poeta: Tel.: 021 - 8894 3431
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
AO DIA DE SÃO JORGE
"Zumbi, comandante guerreiro
Ogunhê, ferreiro-mor capitão
Da capitania da minha cabeça
Mandai a alforria pro meu coração"
WALY SALOMÃO
Zumbi, a Felicidade Guerreira
MÚSICA: http://wikka_br.ubbihp.com.br/gil-zumbi.wav
Ogum iê!
Ogunhê, ferreiro-mor capitão
Da capitania da minha cabeça
Mandai a alforria pro meu coração"
WALY SALOMÃO
Zumbi, a Felicidade Guerreira
MÚSICA: http://wikka_br.ubbihp.com.br/gil-zumbi.wav
Ogum iê!
Saravá Ogum Megê!
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terça-feira, 9 de março de 2010
JORNAL CULTURAL MENSAGEIRO
Em mãos a edição bimestral de no. 194, Janeiro/Fevereiro de 2010, de JORNAL CULTURAL MENSAGEIRO, de Porto Alegre. Editada por Arthur Filho, o folheto traz ilustrações, tirinhas, poemas, reflexões. Agradecido pela publicação do poema CIDADE, deste bardo menor que vos escreve. Contatos: arthur.goju@bol.com.br
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
POESIA NO OLHO DA RUA
Tenho encontrado muita gente bacana, produzindo trabalho de primeira. No Centro da Cidade estavam lá hoje os poetas Heyk Pimenta, mineiro, e Tomaz Musso, capixaba, na "briga corpo-oral", vendendo seus peixes. De Heyk, tive o prazer de receber "[sóis]", "acrobacias lunares" e "a saga do rinoceronte branco", este em co-autoria com Giovani Mendes Baffo. Do Tomaz li "Ainda bem que meu quarto é crescente". Todos os livretos produzidos pelos próprios caras através do selo independente Perigo. O selo apresenta também os poetas Joannes Jesus (Piolho - periolho), Giovani Mendes Baffo (Analfabeto funcional funcionando), Rachel Souza (Canivete do sutiã), Mia Vieira (O sol clareava o silêncio moderno ou quase vermelho), de Ayá Cadetti (Tragédia do morro do Estácio) e a interessante "Prosinha de Escritório" de Léo Xisto, poeta carioca. E salve a literatura independente!
* * *
Agradeço muitíssimo à Denise Teixeira Vianna, poeta, pelos livros Coisa com coisa (ed. do autor, 1993) e Muito pelo contrário (ed. do autor, 1987). Delícia de poesia!
* * *
Errata: onde se lê Perigo, leia "peri go".
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Recebi as seguintes publicações independentes, as quais gostaria de divulgá-las. Material de qualidade que vale à pena conhecer e promover.
JANELA PODEROSA
fanzine expresso desdobrável
#4 - 2009
Informativo impresso e ilustrado. Cada edição é dedicada um assunto. Esta edição de número 4 aborda a temática da cultura gótica. Editado e distribuido por Ric Ramos (Rio de Janeiro).
formato 1/4 A4
janelapoderosa.110mb.com
m. A. p / a. zine
números 22 e 23 - 2010
Fanzine repleto de colagens com ilustrações, tirinhas, poemas de Renata Paccola, letras de música e informações. Editado por Junior Bittencourt.
formato 1/3 A4
Alameda das Azaléias, 146
Cruzeiro - SP
12712-160
Brasil
JANELA PODEROSA
fanzine expresso desdobrável
#4 - 2009
Informativo impresso e ilustrado. Cada edição é dedicada um assunto. Esta edição de número 4 aborda a temática da cultura gótica. Editado e distribuido por Ric Ramos (Rio de Janeiro).
formato 1/4 A4
janelapoderosa.110mb.com
m. A. p / a. zine
números 22 e 23 - 2010
Fanzine repleto de colagens com ilustrações, tirinhas, poemas de Renata Paccola, letras de música e informações. Editado por Junior Bittencourt.
formato 1/3 A4
Alameda das Azaléias, 146
Cruzeiro - SP
12712-160
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
BENDITA PALAVRA MALDITA
Poeta Chacal filmado por Danielle de Farias.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Periculocidade é inspirado na cidade e no estilo de vida caótico, próprio das metrópoles. Em 6 poemas curtos, o poeta recria criticamente o espaço urbano em seus perigos, medos e anseios, retratando-os através do olhar poético a percorrer vitrines imaginárias.
PERICULOCIDADE
Fábio Cezar
Edição do Autor
Dezembro de 2009
Formato 1/4 A4 dobrável
Edição panfletária fotocopiada, formato A4 dobrável (livreto) com 6 poemas. Quem tiver interesse, deixe um comentário com e-mail que entro em contato para enviar gratuitamente o arquivo em pdf (Acrobat Reader) para ser impresso, desdobrado e lido!
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domingo, 13 de dezembro de 2009
ou tono ou torno
de Fernando Cisco Zappa (Fernando de Castro Fernandes)
vozes: mercedes lorenzo e fernando
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009
VÊNUS
Em memória de Rodrigo de S. Leão
há vida em vênus
ave a vida
a vida em vênus
ávida vi
davi em vênus
a vida vê
a vida vê-nos
davi e vênus
nús na nave
- ave de vênus -
há vida em vênus
ah vida vede
verde vênus
deve nos ver
de vênus davi
a vida deve
vir de vênus
há vida em vênus
a vida vi
vivi em vênus
f. cezar
Terra, 30/11/2009
há vida em vênus
ave a vida
a vida em vênus
ávida vi
davi em vênus
a vida vê
a vida vê-nos
davi e vênus
nús na nave
- ave de vênus -
há vida em vênus
ah vida vede
verde vênus
deve nos ver
de vênus davi
a vida deve
vir de vênus
há vida em vênus
a vida vi
vivi em vênus
f. cezar
Terra, 30/11/2009
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sábado, 28 de novembro de 2009
ENTARDECER
no poente o sol nascente
já morria
tão precocemente
f. cezar
27/11/2009
já morria
tão precocemente
f. cezar
27/11/2009
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
De Lírios & Lirismo
Pré-divulgação
Ao contrário do que se possa supor, em DE LÍRIOS & LIRISMO nem tudo são flores. Por isso mesmo, seu perfume pode trazer impressões incomuns. Da “última flor do Lácio” extraiu-se a seiva que é oferecida, não em homeopáticas doses florais, mas numa garrafada de amargo chá alucinógeno. O delírio causado possibilita uma experiência alquímica essencial na desconstrução da realidade vulgar e cotidiana, seguida de sua recriação poética. Neste fértil jardim de metáforas, portanto, poderão ser colhidos singelos exemplares de pétalas multicoloridas, mas também de ferinos e duros espinhos.
DE LÍRIOS & LIRISMO
Fábio Cezar
poesia
Edição do Autor / VirtualBooks
68 páginas
formato 14x20cm
R$10,00
Reserve um exemplar e ajude a viabilizar a produção autoral independente.
Reservas ou informações: fabiocezar@msn.com
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Galáxias
Poema e voz de Haroldo de Campos
(trecho do poema Galáxias)
música de Alberto Marsicano
(trecho do poema Galáxias)
música de Alberto Marsicano
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
ícaro
sonho antigo
quisesses voar
virias comigo
Fábio Cezar
03/11/2009
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poemas
e se acaso não houveresperança no porvir?
- salve-se quem puder!
Fábio Cezar
03/11/2009
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
misto de mistério
e misticismomorte
dona do sopro da vida
senhora da sorte
derradeira hora
onde tudo começa e finda
levai-nos embora
quando for a hora
seja bem-vinda
Fábio Cezar
Rio de Janeiro, 01/05/2009
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VARIAÇÃO SOBRE MOTIVO DE CECÍLIA
Eu canto porque o pranto insiste
e a vida não é rota reta,
mas torta, longa trilha triste
e incerta.
Fábio Cezar
Eu canto porque o pranto insiste
e a vida não é rota reta,
mas torta, longa trilha triste
e incerta.
Fábio Cezar
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
à cada cidade que vou
volta e meia eu volto
à cada cidade que vou
volto em meia volta
à cada cidade que vou
vôo como gaivota
à cada cidade que vou
volto à idade que sou
a cada cidade que vou
Fábio Cezar
04 de Dezembro de 2008
volta e meia eu volto
à cada cidade que vou
volto em meia volta
à cada cidade que vou
vôo como gaivota
à cada cidade que vou
volto à idade que sou
a cada cidade que vou
Fábio Cezar
04 de Dezembro de 2008
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008
impossível ser assim
completo sem a parte
já faz parte de mim
fazer arte
F. Cezar
02/11/2008
completo sem a parte
já faz parte de mim
fazer arte
F. Cezar
02/11/2008
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domingo, 5 de outubro de 2008
hoje estou meio assim
meio lá meio pra cá
dizendo não querendo dizer sim
F.C.
meio lá meio pra cá
dizendo não querendo dizer sim
F.C.
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Hoje eu acordei em desacordo comigo mesmo, mas concordei em levantar, meio a esmo, antes tarde do que nunca mais, e deixei meus sonhos na cama a esperar pelo café da manhã, enquanto eu comia o pão que o diabo amassou, que eu custava a engoliar com o sapo de cada dia, ao som do canto do galo, levantei, me lavei e vi minha última esperança ser levada pelo ralo!
Fábio Cezar
16 de Julho de 2008
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sábado, 5 de julho de 2008
SALÁSBATA: poemações de Caio Moreira
mantras semânticos, cantos assintáticos
http://baudefragmentos.blogspot.com/
* * *
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A Literatura de Roberta Calábria
"Se eu seria personagem..." Eu não sei. Bem, Ela é, certamente, fruto de suas próprias incertezas, "qualquer uma que possa ser outra". Tire suas próprias conclusões:
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sexta-feira, 27 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
O EXORCISTA (The Exorcist) de William Peter Blatty
(Tradução de Milton Persson, Editora Nova Fronteira)
RESENHA
Por Fábio dos Santos Cezar
Passadas décadas desde sua publicação, em 1971, após diversas e famosas versões cinematográficas, o livro ainda é capaz de causar sensações terrivelmente interessantes.
Com um estilo denso e descritivo, seus conflitos e a presença do elemento sobrenatural, mantém um clima de permanente suspense, mas também com momentos de profundidade filosófica (como o diálogo entre os dois sacerdotes da narrativa).
O Romance é baseado em um caso real ocorrido em Maryland, subúrbio de Washington, EUA, em 1949, envolvendo um menino de 13 anos.
Na ficção, a antagonista Regan é aparentemente possuída por espírito demoníaco, para desespero da mãe, que após tratamento psiquiátrico sem sucesso, recorre à ajuda de padre exorcista.
A partir daí, a ficção propõe uma reflexão acerca de uma realidade sobrenatural. Implicitamente há uma rejeição às respostas da medicina, como que se negando a violar o mistério do mal. Acaba, pois, suscitando um temor religioso, insistindo nos limites da nossa perspectiva convencional sobre algo além da realidade material.
O tema é comum em outras obras do gênero, como "O Castelo" e "O Processo" de Kafka, em que apresenta a impotência humana diante de um mal desconhecido, apontando para necessidades e complexidades humanas que não se aplicam explicações convencionais.
Assim, a problemática demonológica é um dado essencial da obra, tanto no tema, como na atmosfera.
Também há um registro quanto ao pensamento mítico-religioso popular, em que somente a razão conjugada ao mito pode compreender o mundo e a existência humana.
Muito além destas, o texto suscita questões teológicas, filosóficas, psiocológicas, científicas, etc, relacionadas com o assunto.
Por mais que possa parecer paradoxal, é preciso dizer: admitir a existência do mal significa também reconhecer o poder em algo maior que pode nos salvar e redimir.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008
DO TEMPO
mini-conto
Restavam-lhe então alguns instantes. Horas, minutos, segundos, talvez. "Há tempo ainda!" Pensou e pensou no que fazer. O tic-tac teimoso. "Ou isso, ou aquilo..." E Cronos devorava seu filho. Assim, o tempo passou, inevitavelmente, enquanto, parado, pensava em como faze-lo parar de passar.
Fábio Cezar
Maio de 2008.
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sábado, 3 de maio de 2008
MATRIMÔNIO
mini-conto de fábio cezar
Sonhava em encontrar alguém com quem pudesse conviver, casar e, enfim, viver feliz para sempre. Hoje, descasado e já sem sonhos, vive solteiro bodas de infelicidade. A solidão lhe era a esperada companheira que o Destino o uniu, até que a morte os separe.
01/05/2008
Sonhava em encontrar alguém com quem pudesse conviver, casar e, enfim, viver feliz para sempre. Hoje, descasado e já sem sonhos, vive solteiro bodas de infelicidade. A solidão lhe era a esperada companheira que o Destino o uniu, até que a morte os separe.
01/05/2008
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quinta-feira, 1 de maio de 2008
A VIAGEM
mini-conto
"JESUS, Jesus", clamou pela sua salvação. Ao longe, viu a luz no fim do túnel. Morreu sobre os trilhos da estação.
Fábio Cezar
Rio, 30/04/2008
"JESUS, Jesus", clamou pela sua salvação. Ao longe, viu a luz no fim do túnel. Morreu sobre os trilhos da estação.
Fábio Cezar
Rio, 30/04/2008
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
florais
de lírios e lirismo eu sou feito
peixe a nadar num mar de rosas e espinhos
imperfeito fruto do amor-perfeito
peixe a nadar num mar de rosas e espinhos
imperfeito fruto do amor-perfeito
Fábio Cezar
São João de Meriti, 25/12/2007.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
HISTÓRIA DO TEMPO OU CRÔNICA DO MUNDO URGENTE
Monólogo
Fábio Cezar
E vamos falar um pouco – bem pouco, que o tempo é curto – dessa coisa do tempo. Se bem, que é bem relativo também essa questão de pouco. Coisa de louco! Uma hora na cama com quem se ama, não são nem cinco minutos. Agora, na hora do desespero, é certo, cinco minutos é como um dia inteiro. (olha o relógio) E já se vão lá alguns segundos, isso segundo o relógio, que, pra mim, já é uma eternidade. Na verdade, isso não interessa. Vamos nessa que o tempo tem pressa. E tempo é dinheiro, e o meu não sinto o gosto, nem o cheiro. Mas, tudo bem. Comigo é assim: pra mim, não tem tempo ruim. A história é que era uma vez ... e sendo uma única vez, já é um motivo pra ser contada outra vez ainda. Pois bem, era outra vez o mundo, que a todo tempo mudava. Mas, houve um tempo no mundo em que tudo mudou e o tempo parou de passar. E tendo o tempo estado parado já há tanto tempo, nada mais acontecia. Sim, eu poderia estar aqui parado há séculos ou por um milésimo de segundo, e não faria diferença. É tudo questão de referencial, afinal, o que é o tempo em si, se só sentimos o tempo passar se algo acontece? "Temporalidade é processo de acontecer." Frente a frente com a morte, há quem diga que, num estalo de tempo, toda a vida passa em sua mente. "Porque mil anos são a teus olhos como o dia de ontem que passou ou como uma vigília da noite." Salmo 90, versículo 4. "Passamos os nossos anos como um conto que se conta." Versículo nono. É tudo tal como um reality show que se passa em tempo real toda a irrealidade do que já se passou. E o passado, assim, apresentado no presente, é visto como novidade do futuro! Tempus fugit – o tempo passa – diria a máxima. Eu, no mínimo, diria carpe diem. Viver o dia é o que interessa. Franklin, porém, diria "time is money." Dinheiro, juros e juras... Cruel Cronos! Tempo iô, Irokô! "O Tempo dá, o Tempo tira." Com toda a eternidade pela frente, nada me faz acreditar que o mundo foi feito às pressas. Afinal, "temos todo o tempo do mundo"! Talvez não todo, nem tudo, talvez. O mundo está com seus dias contados e eu aqui de papo-furado contando um ponto e aumentando o conto... Como se já não fossem tantos contrapontos, tantos e tantos prantos, tantos contratempos! O tempo é o melhor remédio. Porém, há muito perdi meu tempo, tentando curar o tédio. Tempo tudo cura, menos velhice e loucura – meu pai sempre dizia... (silêncio) Morreu de velho há um tempo atrás. E vou seguindo o mesmo caminho. "Toda a minha mocidade / pouco a pouco vai morrendo /na flor da (viril)idade". "Acaso é isso a vida / viver esperando a morte / e a hora da partida? / ou chorar o passado / malogrado no presente / sem presenciar os presentes que nos oferta a sorte? / melhor viver intensamente o dia / a morrer na noite fria / que o agora é breve instante / e o depois há de ser o antes / antes já do que jamais". Tempo, tempo... Cronos a tudo destrói o quanto constrói. É. Mas é preciso dar um tempo ao tempo. Talvez, assim, ele esqueça a gente e a vá arranjar um outro passatempo.
(Rio de Janeiro, 2007)
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domingo, 28 de outubro de 2007
vou
vi
vendo
de vento
em polpa
sem pompas
vou
vi
vendo
ven
cendo
ávido
a vida
a ver
navios
voando
ao vento
(Fábio Cezar - 2006)
vi
vendo
de vento
em polpa
sem pompas
vou
vi
vendo
ven
cendo
ávido
a vida
a ver
navios
voando
ao vento
(Fábio Cezar - 2006)
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007
"Todo homem e toda mulher é uma estrela."
Aleister Crowley
Liber AL Vel Legis - O Livro da Lei
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
IDENTIDADE
"Sei que sou porque já fui
quando for no que serei."
Fogo de Frágua - Thiago de Mello
o que vou ser
quando crescer?
padre? cosmonauta? escritor?
um ser só de incertezas
que quer pois ser e não ter
que sente ódio e amor
quem sabe assim não o seja
esteja onde eu esteja
seja lá o que eu for
(Fábio Cezar)
quando for no que serei."
Fogo de Frágua - Thiago de Mello
o que vou ser
quando crescer?
padre? cosmonauta? escritor?
um ser só de incertezas
que quer pois ser e não ter
que sente ódio e amor
quem sabe assim não o seja
esteja onde eu esteja
seja lá o que eu for
(Fábio Cezar)
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O LOUCO
por Fábio Cezar
"Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para ser sábio."
Paulo
(I Coríntios, capítulo 3, versículo 18)
A Vida é, diria-se, uma grande loucura! E como o Louco que caminha sem saber de onde vem e aonde vai, vivemo-la frente às surpresas do Destino.
Seguimos perigosamente pelo Mundo como crianças a engatinhar sozinhas pelas ruas. Não sabemos o que realmente somos, mas somente pelo impulso e pela iniciativa de seguir poderemos nos descobrir e vir a ser um dia.
Vivemos o agora. Este, porém, é apenas o início de uma viagem e seu final dependerá exclusivamente de nossas escolhas ao longo dela.
Assim, somos, cada um de nós, aquele mesmo Andarilho, desimpedidos e sedentos de realização e experimentação. E toda Reação futura sob nossas vidas dependerá das Ações do passado trilhado.
Façamos de nossa Jornada uma Rota de inocência e pureza, mas que possamos seguir e tomar nossas escolhas tendo a Luz a frente de nossos passos.
Rio de Janeiro, 5 de Setembro de 2007.
Paulo
(I Coríntios, capítulo 3, versículo 18)
A Vida é, diria-se, uma grande loucura! E como o Louco que caminha sem saber de onde vem e aonde vai, vivemo-la frente às surpresas do Destino.
Seguimos perigosamente pelo Mundo como crianças a engatinhar sozinhas pelas ruas. Não sabemos o que realmente somos, mas somente pelo impulso e pela iniciativa de seguir poderemos nos descobrir e vir a ser um dia.
Vivemos o agora. Este, porém, é apenas o início de uma viagem e seu final dependerá exclusivamente de nossas escolhas ao longo dela.
Assim, somos, cada um de nós, aquele mesmo Andarilho, desimpedidos e sedentos de realização e experimentação. E toda Reação futura sob nossas vidas dependerá das Ações do passado trilhado.
Façamos de nossa Jornada uma Rota de inocência e pureza, mas que possamos seguir e tomar nossas escolhas tendo a Luz a frente de nossos passos.
Rio de Janeiro, 5 de Setembro de 2007.
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LEMINSKIANO #2
toda a minha juventude
pouco a pouco vai morrendo
na flor da (viril)idade
pouco a pouco vai morrendo
na flor da (viril)idade
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
SUZANA
será delírio
ver entre rosas
gracioso lírio?
Rio, 19/08/2007
ver entre rosas
gracioso lírio?
Rio, 19/08/2007
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